Caracterização do concelho

Concelho de Guimarães

Enquadramento Geográfico
O Concelho de Guimarães fica situado no Distrito de Braga, pertence à subregião do Vale do Ave (Nut III, limitado a norte e noroeste pelos concelhos de
Póvoa de Lanhoso e Braga, respectivamente, a sudoeste por Santo Tirso, a sul e sudoeste por Felgueiras e Vizela, a nascente pelo concelho de Fafe e a
poente por Vila Nova de Famalicão. É atravessado por diversas vias Estradas Nacionais (101, 105, 106 e 206), a que foi acrescentado o traçado do Itinerário
Complementar 5 (IC5)/Auto-Estrada 7(A7) e Auto-Estrada 11 (A11) e o do Itinerário Principal 9 (IP9).
 

Clima

O clima da Guimarães é caracterizado por Invernos frescos e Verões moderados a quentes; a temperatura mínima média do mês mais frio varia entre 2 e 5ºC, verificando-se durante 10/15 a 30 dias por ano temperaturas negativas. A temperatura máxima média do mês mais quente varia entre 23 e 32ºC, verificando-se durante 20 a 120 dias por ano temperaturas máximas superiores a 25ºC.

Temperatura Média Mensal 
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Temperatura Média Anual – 14ºC
Temperatura Média do Mês mais Frio – 8ºC (Janeiro)
Temperatura Média do Mês mais Quente – 20,2ºC (Julho)
Temperatura Média Mínima – 4,5ºC (Janeiro)
Temperatura Média Máxima – 27,2ºC (Julho)
 
Guimarães apresenta elevados índices de precipitação devido à passagem de superfícies frontais, conjugadas com o efeito das montanhas, apresentando totais anuais de precipitação superiores a 1500 mm.
 

Quantidade de Precipitação Mensal

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Precipitação Média Anual – 1514,8 mm
Mês com Menor Precipitação – Julho (20,9 mm)
Mês com Maior Precipitação – Janeiro (217,1 mm)
Precipitações (dias/ano): 299,6
NOTA: A informação meteorológica considerada é referente à Estação Climatológica de Braga (Posto Agrário), para o período compreendido entre 1951-1980.
FONTE: I.N.M.G., 1991.
 

Geologia

O concelho de Guimarães integra-se, em termos geológicos, na grande unidade estrutural designada de Maciço Hespérico, que representa a mais velha unidade estrutural da Península Ibérica e onde se encontram as rochas mais antigas desta superfície geográfica (granitos, xistos, quartzitos e rochas metamórficas diversas).
 
Quanto à natureza geológica, o concelho de Guimarães é essencialmente ocupado por rochas graníticas, com pequenos afloramentos de rochas xistentas a noroeste e sudeste do concelho; ao longo dos Rios Ave, Vizela e Selho encontram-se depósitos superficiais recentes constituídos por cascalheiros fluviais e por argilas pouco espessas.
 
Esboço da Carta Geológica de Portugal, Folha 5-D
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Hipsometria

A hipsometria de um dado território expressa o relevo em termos de faixas de altitudes, desde o ponto mais baixo até ao ponto de maior altitude.
 
Uma análise do mapa hipsométrico do concelho de Guimarães permite concluir acerca de uma das principais características do relevo desta área – a sua forte amplitude altimétrica, que corresponde a 536 metros, entre o ponto mais baixo (cerca de 77 metros no vale do rio Vizela) e o ponto culminante (613 metros na Serra da Penha).
 
Uma parte significativa da área do concelho (42,5%) encontra-se entre os 100 e os 200 metros de altitude, enquanto que a superfície em que as altitudes são superiores a 400 metros é muito restrita (11,4%). A classe de altitudes mais baixas (0-100 metros) verifica-se em apenas 1% do território do concelho. A classe de altitudes intermédias (200 aos 400 metros) possui uma representatividade de cerca de 45% da área total do município (27, 7% da classe dos 200 aos 300 metros e 17,4% dos 300 aos 400 metros).
 
De um modo geral, o concelho de Guimarães apresenta três unidades morfológicas que estruturam a paisagem e que assentam nos vales do rio Ave, Selho e Vizela, correspondentes à paisagem de menor altitude (77-300 metros) onde predominam sistemas agrícolas e onde se desenvolvem os sistemas urbanizados, assim como numa orla mais montanhosa (florestal) nas áreas limítrofes do concelho. Neste contexto morfológico salienta-se ainda a existência de um maciço montanhoso que se destaca pela sua altitude (613 metros) - a Serra da Penha.
 

Declives

Os declives referem-se à inclinação morfológica do terreno; introduz o factor quantitativo à interpretação do relevo. Fazem parte de um conjunto de factores
com uma forte influência na dinâmica das vertentes e na sua morfologia, já que têm implicações no desenrolar de alguns processos morfogenéticos: aceleram
os processos de desgaste e de transporte das vertentes.
 
O conhecimento dos declives é importante não só para a compreensão geomorfológica da área, mas também reflectem e condicionam a implantação das actividades humanas. Deste modo, todo e qualquer projecto deverá centrar-se no estudo dos declives mais favoráveis para esse fim. A título de exemplo, os declives são geralmente factores limitativos para a prática agrícola e florestal.
 
No concelho de Guimarães predominam vertentes com declives superiores a 7%, sendo que grande parte da área concelhia se situa entre os 7 os 15% (26,47%). As vertentes mais declivosas (declives superiores a 25%) representam 26,42% do total do território municipal; 25,71% corresponde a áreas com declives que se situam entre os 15 e os 25%. A classe de declives entre 0 e 7% têm menor expressão no conjunto da área, correspondendo a 14,38% e, somente 7,01% corresponde a áreas planas. Verifica-se ainda que nos terrenos com maior altitude dominam declives mais elevados, normalmente superiores a 15%. Em áreas de menor altitude (inferior a 300 metros) predominam declives moderados e mais suaves.
 

Orientações do Terreno

As orientações do terreno referem-se à marcação da exposição do território à orientação solar (exposição solar) e aos ventos (exposição eólica), recorrendo-se
para o efeito à direcção dos pontos cardeais.
 
A exposição solar das vertentes, juntamente com os seus declives contribuem para as diferenças na quantidade de insolação recebida. Assim, os declives suaves são favorecidos pelas fortes alturas do sol. Ao contrário, quando o sol se encontra a uma altura inferior privilegia vertentes de maiores declives e bem orientadas em relação ao sol. Mas não é só o declive que influencia a quantidade de insolação recebida. Também a orientação das vertentes é essencial. Deste modo, no hemisfério Norte, as vertentes orientadas a Sul são continuamente ensoalhadas, ao passo que as vertentes voltadas a Norte só recebem radiação directa quando a altura do sol é superior ao declive da vertente.
 
A orientação das vertentes é também importante pelos efeitos que manifesta sobre a temperatura (influi a ocorrência de fenómenos como a acção da geada) e a distribuição da precipitação (pode originar diferenças significativas na ocorrência de precipitação entre os diferentes locais, uma vez que aqui intervém a conjugação de dois factores fundamentais: o relevo e as massas de ar que afectam essa área).
 
No concelho de Guimarães pode-se observar que 17% se encontra exposta a Norte. Os terrenos voltados a Sul representam aproximadamente 26,5% da área total do município. As vertentes expostas a Oeste representam cerca de 27,26% da área de estudo, enquanto que as que estão expostas a Este, dizem respeito a 22,19% dessa área. Acrescenta-se ainda o facto de, para áreas com declives muito fracos (menores que 7%) e que correspondem a cerca de 21,39% da área de estudo, a
exposição traduz uma pequena inclinação da superfície, pois aí se verificam praticamente todas as exposições.
 

Fauna

A fauna existente no concelho de Guimarães e, em particular, na área urbana, constitui uma comunidade relativamente pobre e pouco diversificada. Ainda assim existem espécies com interesse ecológico e que interessa proteger.
 
Espécies Dominantes:
 
Nos espaços verdes da cidade:
Espécies insectívoras
Musaranho-de-dentes-brancos (Crocidura russula Hermann)
 
Roedores
Rato-do-campo (Apodemus sylvaticus L.)
Rato caseiro (Mus spretus Lataste)
 
Avifauna
Pombo das cidades (Columba sp.)
Pardal-doméstico (Passer domesticus L.)
Melro-preto (Turdus merula L.)
Chamariz (Serinus serinus L.)
Rabirriuvo-preto (Phoenicurus ochruros L.)
Pintassilgo (Carduelis carduelis L.)
Verdilhão comum (Carduelis chloris L.)
 
Nas zonas edificadas:
Répteis
Sardanisca (Podarcis bocagei Seonane, L.)
 
Avifauna
Andorinha-dos-beirais (Delichon urbica L.)
Andorinhão-preto (Apus apus L.)
Pombo das cidades (Columba sp.)
Melro-preto (Turdus merula L.)
 
Mamíferos roedores
Ratazana-preta (Rattus rattus L.)
Rato-caseiro (Mus spretus Lataste)
 
Espécies Cinegéticas:
Coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus L.)
Raposa (Vulpes vulpes L.)
Rola (Streptopelia turtur L.)
Pombo (Columba sp.)
Tordo (Turdus sp.)
Estorninho (Sturnus sp.)
Javali (Sus scrofa L.)
Perdiz-vermelha (Alectoris rufa L.)
Texugo (Meles meles L.)
 

Hidrografia

O concelho de Guimarães intregra-se, na totalidade da sua área, na bacia hidrográfica do Ave, que possui uma área total de 1390 Km2. Esta é limitada a norte pela bacia do Cávado, a leste pela bacia do Douro e a sul pelas bacias do Leça e do Douro.
 
O rio Ave percorre cerca de 100 km desde a sua nascente (Serra da Cabreira) até à sua foz (Vila do Conde). Os seus principais tributários são na sua margem esquerda o rio Vizela e, na sua margem direita o rio Este.
 
No concelho de Guimarães, as linhas de água mais representativas do Ave são o rio Vizela e o rio Selho, sendo de referir a elevada densidade de linhas de água existentes, associada a declives suaves e perturbações de escoamento que originam zonas com drenagem deficiente traduzido por longos períodos de encharcamento e, na ocorrência de cheias em determinadas áreas durante a estação do Inverno.
 
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