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Zona de Couros
 
 
A tradição do trabalho do couro é já antiga em Guimarães. Encontramos notícias que a actividade que se desenvolvia, desde a Idade Média, junto ao rio que atravessa a Cidade, numa zona outrora conhecida por ser o burgo de Couros e onde actualmente ainda persistem os vestígios dessa ligação antiga à manufactura das peles. Foi sobretudo no século XIX e na primeira metade do século XX que o dinamismo económico se intensificou nos curtumes, andando associado aos conflitos bélicos que assolaram a Europa, tendo-se tornado numa actividade que muito contribuiu para a projecção económica de Guimarães e para o desenvolvimento de outras actividades como a industria do calçado. A partir da década de 60 do século XX e acompanhando a evolução da conjuntura económica internacional, esta industria entrou em declínio na Zona de Couros.
Noutros tempos as pesadas fazendas – assim eram denominados os couros - eram submetidas a complexos e demorados processos de transformação. O antigo «burgo de couros» era a zona mais insalubre de Guimarães. Os curtidores e surradores são as categorias profissionais ligadas a essa desaparecida manufactura da curtimenta que nos legou um espaço onde é possível vislumbrar as condições de trabalho num primitivo parque industrial.
 
 
 

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